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sábado, 12 de agosto de 2017

HISTORIAS DE ARREPIAR – LENDAS URBANAS DE MINAS GERAIS

Não importa no que acredita ou não. É possível perceber o medo estampado em seus olhos ao ficar de frente para o sobrenatural. Seu coração dispara, suas mãos começam a tremer e o suor pinga de sua testa. Não há o que fazer, você não tem forças para continuar e, imóvel, apenas espera pelo seu fim...

Histórias de monstro, fantasma, bruxa, vampiro, lobisomem ou qualquer outro ser sobrenatural, costuma fazer sucesso no mundo todo, Mas o fato de eles insistirem em viver no fundo de lagos, em terras distantes ou nos confins das florestas tornam suas supostas aparições em ocasiões raras e muitas vezes duvidosas. Toda esta mitologia permanece viva até hoje.
Lendas urbanas sempre fizeram parte do conhecimento popular. Não importa a cidade em que você more, certamente existe uma história misteriosa contada por algum dos moradores capaz de fazer você passar a noite em claro ou ficar bastante incomodado com os piores pesadelos.

PREPARE-SE .......

Mineiro que é mineiro mesmo sempre tem um “causo” para contar, Uai! Aquela história que sua vó contou para sua mãe, que passou para você e provavelmente será repassada para seus filhos e netos. Muitos têm medo, alguns levam ao pé da letra e outros até acham graça. O que não dá para negar é que todos enriquecem a cultura de Minas Gerais. Confira as lendas e causos que fizeram parte da vida escolar de muita gente: Reza a lenda que você não pode deixar de relembrar estas histórias. Sei lá porque! 


Loira do Bonfim (Belo Horizonte)
Imagine se você fosse um taxista de BH e entrasse no seu veículo uma bela cliente, elegante e de cabelos loiros. É tarde da noite e ela pede para você levá-la até o Cemitério do Bonfim, Região Noroeste da capital. Depois de pagar a corrida, ela desce e desaparece entre as sepulturas da necrópole. Essa estranha cena foi relatada entre vários boêmios da cidade desde a década de 50, criando assim a lenda da Loira do Bonfim, responsável por fazer muito marmanjo correr de medo ao se deparar com uma loira desacompanhada nos bares dos bairros Bonfm e Lagoinha. 

Capeta do Vilarinho (Belo Horizonte)
Quem conhece sabe que a Avenida Vilarinho, na Região de Venda Nova, é reduto de bailes e festas dançantes na capital. E quem é ‘’das antigas’’ provavelmente já ouviu falar na história do Capeta do Vilarinho, que ficou famosa no final da década de 80. Dizem que um rapaz de chapéu, que se apresentava como Alex, apareceu certa vez em um dos bailes. Com um talento que parecia sobrenatural para a dança, o moço logo conquistou a atenção de várias garotas no salão. Um dia, num passo mais ousado, seu chapéu caiu, revelando um par de chifres na testa. A multidão presente se apavorou e partiu para cima daquilo que aparentava ser o ‘’Coisa Ruim’’ em carne e osso. Na fuga, ele perdeu os sapatos, revelando ainda ter patas de bode no lugar dos pés.

Bicho de Pedra Azul ( Norte de Minas)
Também conhecido como Bicho da Carneira, Bicho da Fortaleza e até Lobisomem do Jequitinhonha, a criatura é famosa na cultura popular do Norte de Minas. Conta-se que o monstro, cuja forma é descrita como um horripilante cachorrão, era um antigo morador da cidade, chamado Joaquim Antunes de Oliveira, falecido no final do século 19. Anos mais tarde, com a construção de um novo cemitério em Pedra Azul, seu túmulo foi transferido de lugar. Um dia, a nova tumba amanheceu violada, com vários pelos de animais ao redor. Na mesma época, criações começaram a ser misteriosamente atacadas e devoradas na região. Surgia assim a lenda que ainda assusta muita gente até hoje por aquelas bandas.

E.T. de Varginha 
Nacionalmente famoso, o mistério ainda intriga muita gente. Em 1996, duas criaturas de outro planeta teriam sido avistadas e capturadas na cidade, voltando todos os interesses ufológicos do país para o município do Sul de Minas. Apesar de nenhuma confirmação oficial, muita gente no local garante ter visto objetos estranhos voando no céu. Verdade ou não, fato é que o tal E.T. acabou virando o mascote da cidade.

Caboclo d’água(São Francisco)
Esse monstro das águas provoca arrepios nos pescadores do Rio São Francisco há várias gerações. Com aparência horrenda e musculosa, o bicho vive entre as margens e o leito do rio, virando canoas e causando pânico nos pescadores. As carrancas são usadas nas embarcações para tentar afugentá-lo. Um monstro metade bicho, metade homem. Assim os moradores de Barra Longa, na região central de Minas, descrevem a criatura que ganhou o nome de Caboclo D'água. Segundo a população local, o monstro estaria matando animais e já teria atacado humanos. A crença na história já fez com que os moradores de Mariana, cidade histórica vizinha, criassem a Associação dos Caçadores de Assombração em busca de pistas e voluntários para a captura do monstro. O funcionário público Vicente de Oliveira montou uma armadilha e já ofereceu R$ 1.000 para quem tiver coragem de passar 24 horas como isca para atrair a criatura.

 Fantasma do Inconfidente (Ouro Preto)
Foi na Casa dos Contos, em Ouro Preto, na Região Central do estado, antigo local de pesagem e fundição de ouro, que o poeta Cláudio Manoel da Costa morreu. Era um dos inconfidentes mais influentes e há dúvida se ele se suicidou ou se foi assassinado pelas forças da coroa portuguesa. Reza a lenda que, nas madrugadas, Cláudio Manoel ainda frequenta o casarão, hoje centro de cultura mantido pelo Ministério da Fazenda. Há quem jure que o viu andando sobre o assoalho, recitando seus poemas.

Mulher da Rua Direita (Mariana)
Durante anos, moradores e turistas viram à noite, nas ruas da histórica e tricentenária Mariana, na Região Central do estado, principalmente na Rua Direita, uma mulher em roupas esfarrapadas. Quando se aproximavam, ela se transformava em uma dama elegante, de roupas finas e cobertas de joias. Os relatos, de acordo com os folcloristas, a apontam com a alma de uma das ricas senhoras dos tempos da corrida do ouro. Dizem que, de vez em quando, ela ainda aparece como uma mortal andarilha.

Procissão das Almas (Sabará)
Quase todas as cidades históricas têm relatos de procissão das almas na quaresma. A da tricentenária Sabará, para quem tem o poder de ver os mortos, passa pela Rua Dom Pedro II. Lá, da janela de uma casinha do século 18, dona Sinhá ficava procurando motivos para fuxicar. E à meia-noite de sexta-feira da Paixão ela viu subir a ladeira um grupo de pessoas vestidas de branco e apenas uma de preto, à frente do cortejo, com uma vela nas mãos. Ao passar pela janela, ele deu a vela a Sinhá e disse: “Não a apague. Viremos buscá-la no sábado de Aleluia”. A velha, muito curiosa, pôs a vela sobre a mesa e a apagou. No outro dia, havia o osso de uma perna humana no lugar. No sábado, mesmo apavorada, esperou a procissão passar para entregar o osso ao homem que puxava o cortejo. Ele o recebeu e disse: “Esta foi a primeira e última vez que a senhora nos viu da janela”. Sinhá morreu três meses depois e dizem que na quaresma seguinte lá estava ela, engrossando a procissão.

Luzinha da Quaresma (Entre Rios de Minas)
Como todas as cidades mineiras, Entre Rios de Minas e São Brás do Suaçuí, no Campo das Vertentes, "convivem" com a misteriosa luzinha. Acredita-se que a lenda exista desde a época do ouro, e até mesmo antes disso. Dizem que “luzinha” aparece durante todo o ano, nas noites mais escuras, e pode ser vista com mais frequência na quaresma, principalmente por quem anda aprontando no período de penitência. Dizem que ela surge pequena e logo se transforma em uma grande bola de fogo que corre atrás da pessoa que se atreve a enfrentá-la. Se a pessoa não corre, a luz se torna uma mulher à procura de ajuda. Há quem diga que já viu a tal "luzinha" pelas redondezas, mas não teve a coragem de enfrentá-la. "Deu no pé", como se diz por lá. Fica então o mistério.

A mulher do algodão (Nacional)
Quem nunca ouviu falar na mulher do algodão ou na loira do banheiro? Mesmo com nomes diferentes são a mesma lenda. Dizem que a famosa aparecia em banheiros de escolas assustando crianças, com algodões que saiam pelas orelhas e nariz, vestida com roupa branca, tinha a expressão triste e surgia no vaso sanitário quando fosse invocada ou não. segundo a lenda, a história começou depois que uma mulher morreu em um acidente de carro tentando chegar até seu filho, que tinha ficado de castigo no banheiro da escola onde estudava. Por não ter chegado nenhum socorro para salvar a mulher, colocaram algodão em seus machucados e em seu nariz e ouvido para tentar evitar a hemorragia. Na tentativa de encontrar seu filho ela ainda aparece nas escolas. Ixi!

Fantasma do Palácio (Belo Horizonte)
E quem diria que o Palácio da Liberdade, que serviu de moradia para os primeiros governadores de Minas, seria alvo de causos assombrados, hein? Com seus cômodos luxuosos, decoração francesa e painéis milionários, o Palácio carregou a fama assombrada após uma sequência de mortes trágicas em suas dependências, o que levou os políticos a se mudarem. Reza a lenda que a antiga moradora do terreno assombrava as autoridades públicas insatisfeita com a demolição da sua humilde casinha. A senhora despejada também era conhecida como Maria Papuda, uma vez que sofria de bócio.

O quadro mal-assombrado( Santa Rita do Sapucaí)
A pacata cidade  no sul de Minas, ainda se assusta com a história do quadro do bebê. A imagem que rondou repúblicas do município, há quatro anos, ainda não foi esquecida. A foto de um bebê tocando piano, conhecido apenas como Juliana, acabou com a paz de alguns estudantes e até hoje é envolvida de mistérios. Os universitários garantem que o quadro foi o causador de vários incidentes bizarros entre eles.
Professora "zumbi'(Sabará)
Não há quem não se assuste em usar o banheiro na Escola Estadual Paula Rocha. Uma história medonha afirma uma professora, morta há dezenas de anos, aparece para os estudantes que julga serem indisciplinados. A mulher costumava ameaçar os alunos dizendo que quando morresse iria voltar do além para assombrar os bagunceiros. Após ser atropelada por um trem, no distrito vizinho de Roça Grande, a professora teria cumprido a promessa e aparecido como um zumbi no banheiro feminino enquanto uma aluna matava aula escrevendo um bilhete para o namorado.

A noiva do Carmo ( Sabará)
Os antigos contavam que durante um casamento realizado no século passado, na Igreja do Carmo,  na hora de dizer o 'sim', a noiva caiu e morreu. Anos se passaram, e um operário que voltava do trabalho à noite, teria visto uma mulher vestida de noiva, em frente à mesma igreja. O estranho resolveu conversar com a mulher que disse que iria para casa. No entanto, ela entrou no cemitério do outro lado da rua e desapareceu. O homem entrou em pânico, gritou e assustou os moradores, que encontraram o vestido de branco sujo e rasgado em cima do túmulo de uma jovem.

Maria Degolada ( Itabira)

Maria era uma mulher muito bonita, uma prostituta que foi assassinada pelo namorado. Ele a matou por ciumes, cortando seu pescoço com uma faca, decepando sua cabeça, no banheiro de um prostíbulo. Após sua morte ela fez um pacto com Satanás para se vingar de todas as pessoas que ousassem a chamar pelo seu nome. A lenda nos diz que há uma maldição para aqueles que pronunciarem o nome "Maria Degolada" três vezes na frente do espelho. Ela poderá aparecer, desfigurar seu rosto ou arrancar seus olhos. A explicação para ter que chamar na frente de um espelho deve –se ao fato de que no mundo espiritual, acredita-se que os espelhos são uma espécie de portal entre o mundo dos espíritos e o nosso. Esta lenda  tem diversas versões dependendo da região do Brasil. E aí ? Alguém aceita fazer o teste?
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