Pesquisar no blog

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A VIDA COMO ELA É - O PAPEL HIGIÊNICO

Já passou por algum aperto intestinal em algum banheiro com pouco ou sem papel higiênico? Nesse momento, dá-se o valor merecido a esse item de quase sobrevivência do mundo moderno. Vale lembrar uma coisa: nem sempre existiu papel higiênico, e, se você é minimamente curioso, talvez já tenha se perguntado: afinal, como eram as coisas antigamente?




Mesmo sendo utilizado para o número 2 no banheiro, o papel higiênico possui utilidades que muita gente nem imagina que sejam possíveis. Mas e antes do papel higiênico existir como as pessoas faziam para se limpar? Como era a higiene íntima? O papel higiênico é algo tão comum, que qualquer pessoa o vê e usa todos os dias sem sequer pensar quando, onde e quem o criou.

Inventado na China, o papel higiênico vinha em folhas e era produzido para uso exclusivo da nobreza.
A sua origem remonta ao século II a.C.. Os primeiros escritores chineses, entre os quais Yan Zhitui, mencionaram o papel higiênico, nas suas obras, por volta de 589 a.C.. Em 851 A.C., sabe-se que um viajante muçulmano viajando pela China referiu-se à higiene das pessoas, mencionando o uso de papel em vez de água.
Já o inventor do papel higiênico da era moderna foi o nova-iorquino Joseph Gayetty, que em 1857 criou o primeiro papel higiênico de que se tem notícia e que era referido, na altura, como sendo “um produto completamente puro para sua higiene”. O papel de Gayetty era feito em folhas de papel manilha, e perfume de babosa (aloe vera), sem branquear e com a marca d’água de seu criador. Direcionada a pessoas com hemorroidas, a invenção foi um fracasso comercial. Devido à falta de investimento no marketing do produto. Só mais tarde, em 1879, os fabricantes descobriram que era possível vendê-lo mais barato e que o perfume era dispensável. A empresa Scott Paper Company, sediada em Filadélfia, começa a produzir os primeiros rolos de papel higiênico. Foi assim que o seu uso se tornou habitual junto da população. Uma das características do papel higiênico é a sua composição em relação aos outros papeis. Na verdade, ele é feito de forma a decompor-se quando lançado numa fossa séptica. Hoje em dia existe uma oferta diversa deste produto, cujas diferenças se manifestam pela qualidade do papel, a folha dupla, o aroma perfumado, as folhas suaves, etc.
No final do século 19, o papel higiênico passou a ser fabricado em escala industrial, apesar de ainda não ser grande coisa. Até a década de 1950, era possível encontrar pacotes nos Estados Unidos com a inscrição: “Papéis Northern: Os únicos sem lascas!”.  No Brasil, o famigerado o papel rosa, feito de material inferior, de folha única e áspero como uma lixa, sumiu nos anos 1990.


As formas como as pessoas se higienizavam antes do papel higiênico eram impressionantes.

  • Os povos da Grécia Antiga tinham o costume de se limpar com pedras e argila. 
  • Na Roma Antiga, a coisa era mais comunitária: aqueles caras usavam uma espécie de esponja presa a uma vara para se limpar. Detalhe: o material era usado por várias pessoas diversas vezes. Quando não estava em uso, a esponja ficava mergulhada em água do mar ( salmoura) no banheiro comunal. Aliás, os banheiros da Roma Antiga eram equipados com bancos de mármore com um furo ao meio. Os banheiros eram comunitários e sem divisões, então havia sempre várias pessoas fazendo necessidade umas ao lado das outras. Que bacana, não é? ( uma cena do seriado Spartacus, mostra isto claramente)
  • Na Europa, enquanto pessoas comuns recorriam à neve e à lã de carneiro, os nobres usavam toalhinhas higiênicas, que, de tão caras, eram consideradas símbolo de poder. 
  • Nos tempos da America colonial, os menos afortunados se viravam como podiam. Faziam uso da palha de milho – de preferência as verdes, mais macias. Na falta, o sabugo. Na maioria das vezes, com o que estivesse à mão. Folhas, grama, alface, pedaços de madeira, sabugo de milho, areia, peles de animais, cascas de frutas. Logo as pessoas começaram a perceber que o bom e velho jornal de ontem serviria como papel higiênico. Alguns catálogos tinham até mesmo um furinho na lateral superior, ideal para deixá-los pendurados nas casinhas com privadas que, óbvio, eram aquelas que ficavam do lado de fora das residências.
  • O jornal (tal qual a famosa paródia natalina) e até as mãos – costume esse que ainda existe em alguns lugares da Índia. “Por isso os indianos usam a mão direita para comer e cumprimentar as pessoas. A mão esquerda era usada para se limpar”. Jamais toque um indiano com a mão esquerda.

Há também quem acredite que o melhor jeito de manter a limpeza traseira em dia, seja com água. Assim surgiu a "duchinha higiênica".


Seria o papel higiênico, anti-higiênico?
No Brasil tem-se  a cultura de manter uma lixeirinha no banheiro para depositar o papel usado.



Referências
http://origemdascoisas.com/a-origem-do-papel-higienico/
http://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/42911-como-era-a-vida-antes-da-invencao-do-papel-higienico-.htm
http://www.docol.com.br/planetaagua/h2o/pode-ou-nao-pode-jogar-papel-no-vaso-sanitario/
Postar um comentário