"Não basta ensinar ao homem uma especialidade. É necessário adquirir sentimentos, compreender as motivações para determinar com exatidão o seu lugar".

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sábado, 26 de março de 2011

1 FOCOS DE TENSÃO MUNDIAL


INTRODUÇÃO
De tempos em tempos a humanidade passa por determinadas ocorrências e provações que trazem de roldão mudanças tais que subvertem a ordem vigente nos seus aspectos políticos, econômicos, sociais. Foi o que ocorreu com a expansão marítima do século XVI, a revolução francesa e Industrial e a Iª e 2ª guerras mundiais. Esses acontecimentos foram capazes de determinar uma transformação profunda na conjuntura mundial, estabelecendo uma nova ordem global.
O ataque terrorista em Nova Iorque está parecendo um desses momentos, prestes a acarretar um turbilhão de mudanças destrambelhadas que produzindo o caos, cria a necessidade de uma nova estruturação nas relações da humanidade. A cultura ocidental cultivou, desde o séc XIX, com os movimentos de expansão colonialista, uma certa presunção de superioridade em relação ao oriente.
O "inimigo" é novo. Não mais os soviéticos, mas o terrorismo. Armas nucleares pouco adiantam. Não é uma luta de classes. É uma luta de tudo: religiosa, política, geográfica, ideológica, de classes também. Não mais Marx, Bakunin, Stálin, mas as regras do mercado, impostas pela OMC (Organização Mundial de Comércio) que procura descaradamente beneficiar os criadores das regras, o G-7.
Existem atualmente incontáveis conflitos armados no mundo. Esses movimentos são principalmente de caráter étnico, religiosos e alguns poucos de origem política. A maioria na Ásia e na África.
Na antiguidade e na idade media, quando os povos eram considerados bárbaros, não era tão importante ter uma fronteira política definida. Os limites territoriais eram plásticos. Os povos de certa forma nômades. De quando em quando eram dominados por outros povos que se organizavam em grandes impérios multi-étnicos com populações de várias nacionalidades, sem provocar muitos problemas de ordem política. Hoje se luta por comida, religião, ideologia, espaço territorial. Dentro de um mesmo grupo cultural ou nação dita civilizada existem facções com objetivos diversos e que inviabilizam qualquer esforço pela paz.

DESENVOLVIMENTO
Principais características dos atuais focos de tensão mundial

EUROPA
No continente europeu um dos principais motivos de conflitos é a questão do povo basco. O povo basco está distribuído no nordeste da Espanha e sudoeste da França, essa etnia luta pela independência política e territorial há pelo menos 40 anos. Os bascos correspondem a um grupo social de origem não identificada e que provavelmente teria chegado à península Ibérica a cerca de 2.000 anos, em todo esse tempo as nações que estão subordinadas preservaram os principais elementos culturais como a língua (euskara ou vasconço), costumes e tradiçõesA partir desse fato, no ano de 1959, foi criado um movimento com idéias socialistas e separatistas denominado de ETA (Euskadi ta Askatsuna ou Pátria Basca e Liberdade), com o surgimento desse grupo teve início os atentados, sobretudo, às autoridades. A Irlanda do Norte (Ulster) integra o Reino Unido e por esse motivo as decisões são geradas em Londres. No caso da Irlanda do Norte o que acontece é a luta entre católicos e protestantes, os primeiros lutam há pelo menos 30 anos em busca da unificação com a República da Irlanda e se opõe contra o segundo que é a maioria e quer permanecer subordinado ao Reino Unido. O grupo responsável pelas ações é formado pela parte católica que criou o Ira (Exército Republicano Irlandês), esse realiza diversos atos terroristas, pois existe uma grande intolerância por parte dos grupos religiosos. Outro caso de focos de conflitos no continente europeu é em relação à península balcânica, o desconforto ou descontentamento nesse caso diz respeito às questões étnicas, uma vez que estão inseridas na região diversas origens de povos, como os sérvios, croatas, eslovenos, montenegrinos, macedônios, bósnios e albaneses. As divergências contidas entre esses povos são desenvolvidas ao longo de muito tempo. O que provoca tensões nessa região é a temática nacionalista e étnica.

 ÁFRICA
No continente africano o que motiva os conflitos é o modo pelo qual o continente foi dividido. Antes da chegada dos europeus, os africanos viviam em harmonia, pois os grupos rivais se respeitavam e isso não gerava instabilidade. No processo de colonização os países europeus se reuniram em Berlim, em uma Conferência, para definir a divisão do espaço africano para que esse fosse administrado e explorado por uma das nações envolvidas na reunião. As fronteiras impostas pelos europeus não levaram em conta as disparidades étnicas existentes no continente, esse ato equívoco provocou a separação de grupos aliados, união de grupos rivais e assim por diante. Ao agrupar de forma desordenada e sem analisar a estrutura social, cultural, religiosa promoveu uma grande instabilidade em vários pontos da África. República Democrática do Congo (RDC) – Segundo o site Fazendo média, o relatório do Comitê Internacional de Socorro aponta a situação do Congo como a "pior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial", com 5,4 milhões de vítimas desde 1998. O conflito é provocado pela espoliação dos recursos naturais por parte de corporações multinacionais e instituições multilaterais. Enquanto exploração de minérios rende lucros privados estratosféricos, 80% da população sobrevive com 30 centavos de dólares ou menos por dia. Sudão - Forças do governo e milícias árabes lutam contra os grupos rebeldes Exército de Liberação do Sudão, Movimento de Eqüidade e Justiça e União Africana. A guerra na região de Darfur começou em fevereiro de 2003, quando os grupos rebeldes dessa região do Oeste do Sudão pegaram em armas para protestar contra a pobreza e marginalização da zona, fronteiriça com o Chade. Cerca de 200 mil pessoas morreram e dois milhões foram forçadas a abandonar seus lares e se abrigar em campos de refugiados no Sudão e no Chade . Quênia - O presidente do Quênia, Mwai Kibaki, e o líder da oposição, Raila Odinga, assinaram, na última quinta-feira, um acordo para formar um governo de coalizão, como parte das negociações para acabar com a crise política que deixou 1.500 mortos desde o fim de dezembro, quando foram divulgados os resultados da eleição presidencial questionados pela oposição ao presidente reeleito. Chade - Em fevereiro último, o presidente do Chade, Idriss Deby decretou estado de exceção no País. A medida é conseqüência do ataque de rebeldes à capital e que teve reação de forças governamentais. No ataque, Deby foi sitiado por rebeldes no palácio presidencial, como parte de um conflito que, segundo especialistas, é motivado pelo desejo de controlar os recursos petroleiros do país. A produção do produto é limitada, mas representa um tesouro para uma das nações mais pobres da África. Os lucros estão sendo desviados para reforçar o poder de Idriss Deby.

ÁSIA
o principal ponto de conflito está localizado no Oriente Médio, mais precisamente no confronto entre árabes e israelenses. É comum observar nas páginas de jornal, revistas e meios de comunicação em massa os conflitos armados entre os palestinos e israelenses, geralmente são desenvolvidos por meio de ataques terroristas, atentados, homens bomba entre outros, sempre marcado por um elevado nível de violência.Iraque as divergências estão ligadas às questões religiosas, econômicas, territoriais e étnicas. O país é protagonista de confrontos com o Irã, Kuwait, além da divergência eterna com os Estados Unidos.Outra questão territorial e com ideais separatistas é a respeito do povo curdo que corresponde a uma nação sem pátria, sua população é de aproximadamente 25 milhões de pessoas que estão distribuídas em grande parte da Turquia, Iraque, Irã, Armênia, Síria, esses últimos em grupos menores. A partir dos anos de 80 teve início o movimento separatista curdo na Turquia, a luta entre os rebeldes curdos e as autoridades gerou um saldo de pelo menos 40.000 mortes. Em território afegão a instabilidade política está presente há décadas e é promovida pela religião, 20% da população são xiitas e 80% sunitas, além disso, existem as divergências e rivalidades entre as tribos nativas, promovendo um elevado número de refugiados que são de aproximadamente 3,5 milhões de pessoas. Existe ainda no continente asiático um grande confronto entre Índia e Paquistão, foco de tensão impulsionado pela intolerância entre muçulmanos e hindus na região da caxemira, no norte da Índia e nordeste do Paquistão, área que integra o território indiano e que não é aprovado pelos paquistaneses. A Chechênia é um pequeno território de religião muçulmana que se tornou independente da Rússia no ano de 1991, o governo russo não aceitou essa iniciativa e tal fato derivou grandes confrontos.

 AMÉRICA DO SUL



O ponto da América do Sul com maior instabilidade é a Colômbia, uma vez que nesse país existe um movimento de guerrilheiros denominados de FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), além do Exército de Libertação Nacional (ELN), ambas tem forte ligação com a produção de cocaína e com o narcotráfico. Esses grupos atuam exercendo influência de um estado paralelo, cometem assassinatos, atentados, seqüestros dentre outros.




TENSÕES ENTRE EUA E IRÃ. 
As tensões crescentes entre Estados Unidos e Irã, em torno do programa nuclear iraniano, têm ocupado um espaço considerável na mídia. O foco dos noticiários, invariavelmente, recai sobre as tentativas diplomáticas, e ameaças de uso da força, por parte do governo norte-americano, contra a insistência do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em não acatar as decisões do Conselho de Segurança da ONU que exigem o fim do programa de enriquecimento de urânio do país. De um lado, Ahmadinejad insiste que seu programa nuclear visa fins exclusivamente pacíficos; de outro, George W. Bush acusa o Irã de tentar construir ogivas nucleares, capazes de colocar em risco a segurança não só dos norte-americanos, mas, principalmente, de seu principal aliado no Oriente Médio, Israel. Dada a atual situação de extrema tensão que se configura nas relações entre Washington e Teerã, é válido questionar quais são as dinâmicas internas, nos Estados Unidos, que estão levando o país a considerar um ataque maciço contra o Irã.
A percepção norte-americana de que o Irã representa um inimigo a ser combatido remonta ao ano de 1979, quando a Revolução Iraniana derrubou do poder o Xá Reza Pahlevi, o maior aliado estadunidense no Oriente Médio, e colocou em seu lugar o Aiatolá Khomeini, um líder espiritual e político altamente comprometido com a libertação de seu país da dominação ocidental, que ele entendia estar representada na figura do "Grande Satã" americano. Desde então, as relações entre americanos e iranianos sempre foram tensas, mas a situação de conflito iminente que ora se apresenta, repousa sobre três fatores essenciais a serem aqui considerados.

  1. Em primeiro lugar, aqueles que hoje controlam o poder na Casa Branca entendem que existe um grupo de países que visa a desestabilização do sistema internacional, o chamado "eixo do mal", no qual o Irã está incluído, juntamente com a Coréia do Norte e o Iraque. O regime de Saddam Hussein foi destruído e os norte-coreanos já acenam com a possibilidade de um acordo. Dentro dessa perspectiva, só resta submeter o Irã, que é percebido como uma fonte de desestabilização sistêmica porque interfere nas dinâmicas do jogo político no Oriente Médio via apoio financeiro ao Hezbollah no Líbano e a grupos radicais na Palestina, alterando a correlação de forças na região contra Israel.
  2. Em segundo lugar, Washington é seletivo em relação àqueles países que recebem seu veto para o desenvolvimento de programas nucleares: a Índia e o Paquistão, por exemplo, possuem ogivas nucleares e nem por isso enfrentam qualquer tipo de problemas ou sanções por parte dos Estados Unidos ou da ONU. Mas a Índia não é um país muçulmano e, embora o Paquistão o seja, esse está localizado no sul da Ásia, não no Oriente Médio, onde só a Israel é permitido o poder nuclear. Além disso, o Paquistão é o que se pode chamar de um "lacaio político" estadunidense, ao passo que o Irã é, hoje, o grande "desafiante" da supremacia militar israelense na região e um país altamente comprometido com a defesa e a expansão dos valores muçulmanos.
  3. Por fim, o lobby israelense em Washington como um fator essencial para o entendimento da escalada das tensões entre americanos e iranianos deve ser analisado. Por décadas, o debate sobre o poder que a comunidade sionista exercia sobre as ações de política externa americana para o Oriente Médio ficou adormecido, exatamente porque jornalistas, intelectuais e acadêmicos temiam que esse tipo de reflexão os colocasse na mira de grupos que percebem qualquer crítica a Israel como um ato anti-semita. John Mearsheimer e Stephen Walt romperam o silêncio em 2006, com a publicação de um artigo que esmiuçava o papel que grupos lobistas israelenses desempenhavam nas decisões políticas americanas para o Oriente Médio. A partir daí, desconsiderar o peso desses grupos para a dinâmica das relações entre Estados Unidos, Israel e Irã é uma falha que nenhum analista deve cometer. Dentro dessa perspectiva, o Irã deve ser atacado e, se possível, destruído, não porque representa uma ameaça aos norte-americanos, mas porque ameaça a supremacia israelense no Oriente Médio. Embora Israel possua uma capacidade militar descomunal, se comparada ao Irã, ou a qualquer outro país da região, a possibilidade do regime iraniano desenvolver artefatos nucleares capazes de atingir Tel-Aviv irá alterar dramaticamente a posição israelense na região, pois um Irã nuclear, aliado da Síria, do Hezbollah e de grupos radicais palestinos obrigará Israel a fazer aquilo a que o país vem se negando desde a sua criação: fazer concessões em nome da paz.
  4. Em suma, por trás do discurso americano, insistentemente repetido pela mídia, de que um Irã nuclear representaria uma ameaça à paz mundial, repousam interesses de manutenção da hegemonia norte-americana no globo e da sustentação da posição israelense como único poder nuclear no Oriente Médio.
O Conflito entre Israelenses e Palestinos

A região da Palestina, no Oriente Médio, disputada por israelenses e palestinos, povos que têm a mesma origem étnica, é um dos maiores impasses da atualidade. Conflitos, atentados e várias tentativas de paz fazem parte do cenário da região nos últimos 50 anos
A Palestina é uma estreita faixa de terra, desértica, sem petróleo e sem recursos minerais estratégicos. Os hebreus, povo do qual descendem os judeus, foram os primeiros a habitar a região (cerca de 2000 a.C.). Durante muito tempo, a região devido à sua posição estratégica, serviu de passagem entre Europa, África e Ásia e esteve sob o domínio de diversos povos, assírios, babilônios, gregos, romanos, árabes, turcos e ingleses.
Os judeus foram expulsos da Palestina pelos romanos que os dominaram. Passaram então a viver espalhados por várias regiões do mundo. Embora dispersos pelo mundo, os judeus preservaram uma profunda consciência nacional e conservaram suas tradições religiosas e seus costumes.
Com o fim do Império Romano e a criação do Islamismo, no século VII, a Palestina passou a ser dominada pelos árabes. O povo palestino lá permaneceu mesmo sem formar um país. Entre 1517 e 1917, fizeram parte do Império Otomano e durante a Primeira Guerra Mundial passaram para o controle dos ingleses.
Com a fundação do movimento sionista em 1897, que propunha o retorno dos judeus à Palestina, milhares emigraram para a área do Império Turco-Otomano. Mas a região permaneceu sob o domínio inglês até o final da Segunda Guerra Mundial.
Em 1947, uma resolução da ONU propôs a divisão da Palestina em dois Estados: um judeu (Israel) e outro árabe-palestino. Em 14 de maio de 1948, Bem Gurion proclamou a criação do Estado de Israel.

Primeira Guerra Árabe-Isralense. Os árabes palestinos não aceitaram a partilha e atacaram Israel. Os israelenses venceram a guerra e anexaram territórios palestinos previstos pela ONU. A partir daí, o conflito entre Israel e árabes, especialmente os palestinos, tornou-se constante.

Organização para a Libertação da Palestina. Em 1964, líderes de países árabes fundaram a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) liderada por Yasser Arafat. A OLP é uma organização política e militar formada com a finalidade de unir os grupos palestinos em oposição à presença israelense no antigo território da Palestina.

Guerra dos Seis Dias. Em 1967, Egito, Síria e Jordânia atacam Israel, que reage com um ataque-relâmpago e vence em seis dias os três exércitos e conquista a Faixa de Gaza, o Sinai, a Cisjordânia e as Colinas de Golã.

Guerra do Yom Kippur. Em 6 de outubro de 1973, forças do Egito e da Síria lançam um ataque-surpresa contra Israel, no dia do feriado judaico do Yom Kippur (Dia do Perdão). O exército israelense, porém, contra-ataca. Os países árabes produtores de petróleo ameaçam o Ocidente com um boicote aos países que apoiaram Israel, provocando a alta dos preços do petróleo e uma crise econômica de repercussão mundial.

Acordos de paz. Com os acordos de Camp David, nos Estados Unidos, assinados pelo presidente egípcio Anuar Sadat e o primeiro-ministro israelense Menahen Begin entre 1978 e 1979, o Egito torna-se o primeiro país árabe a assinar um tratado de paz com Israel. Esses acordos estabeleciam a devolução da península do Sinai ao Egito e o reconhecimento, por parte do Egito, do Estado de Israel. Como conseqüência o Egito é expulso da Liga Árabe.
Em 13 de setembro de 1993, com a intervenção norte-americana, o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin e o líder palestino Yasser Arafat, líder da OLP, formalizaram um acordo de paz. Israel e a OLP se reconheceram mutuamente e foi aprovado um plano para a retirada de tropas israelenses, a devolução de áreas ocupadas e a transferência do poder à Autoridade Nacional Palestina. Os acordos possibilitaram o regresso dos refugiados palestinos. Em 1994, os palestinos obtiveram uma autonomia limitada nos territórios de Gaza e Jericó.
Defensor de planos de paz para a região, Yitzhak Rabin dividiu, em 1994, o Prêmio Nobel da Paz com Yasser Arafat. Em novembro de 1995, Yigal Amir, um judeu radical, assassina, em Tel-Aviv, o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, durante uma manifestação pacifista.
Com a morte de Rabin, Shimon Peres assume o cargo de primeiro-ministro, seguido de Benjamin Netanyahu, em 1996, que interrompeu as negociações de paz. O primeiro-ministro Ehud Barak retomou as negociações com os palestinos, mas não obteve êxito.
Em janeiro de 1996, nas primeiras eleições gerais da Palestina, Yasser Arafat é eleito para a presidência do Autogoverno Interino Palestino, na Faixa de Gaza e Cisjordânia.
Em 1998, após acordos de paz, Israel entregou porções de terra aos palestinos.
Em 2002, forças israelenses cercam Arafat na Mugata, após uma série de ataques terroristas em Israel. Proibido por Israel de deixar a Mugata (Quartel General), Arafat ficou confinado até o ano de sua morte em novembro de 2004.
A retirada unilateral de Gaza em 2005 (a decisão de retirar os colonos judeus de territórios palestinos partiu de Ariel Sharon) que significou o fim de 21 assentamentos, não abrandou o conflito. A violenta disputa entre facções palestinas desde a eleição do grupo radical Hamas, em 2006, e os foguetes disparados diariamente de Gaza contra Israel ajudaram a engavetar a proposta de retirada também da Cisjordânia.
Os destinos da região continuam incertos. Se os palestinos já conquistaram a autonomia em algumas cidades da Cisjordânia e na Faixa de Gaza, ainda não têm um Estado independente e soberano.

CONCLUSÃO
QUEM PERDE E QUEM GANHA COM ESSES CONFLITOS. ENTRA ANO, SAI ANO, E OS CONFLITOS INTERNACIONAIS CONTINUAM EM EVIDÊNCIA PELO MUNDO AFORA... QUANTIDADE DE CONFLITOS PRESENTES NO MUNDO, DE TODOS OS TIPOS DE CAUSAS....
Os confrontos dispersos pelo mundo fazem milhões de vitimas, sem contar os refugiados, pessoas que fogem da violência, o número de refugiados vem crescendo progressivamente desde as últimas décadas do século XX , que em 1995 já chegava a 27 milhões de pessoas. Nas diversas regiões do globo alguns povos se destacam , como no Oriente Médio ( curdos, palestinos e afegões), na Ásia Meridional ( indianos e paquistaneses ), na região dos Bálcãs ( refugiados das repúblicas da ex-Iugoslávia ) e na África Negra ( Ruanda, Sudão, Etiópia, Somália, Serra Leoa, etc.). Mas há também quem sai ganhando com tantos conflitos. As vendas de armas aumentaram 8% no ano passado ( 2000 ), chegando a 37 bilhões de dólares, confirmando a condição dos EUA como o maior fornecedor de armas ( US$ 26 bilhões ) para o mundo, principalmente para os países em desenvolvimento, na sequência os maiores fornecedores são, EUA, Rússia, França, Alemanha, Inglaterra, China e Itália.
Enfim qualquer analise dos conflitos vai chegar ao mesmo ponto, isto é, o interesse econômico é a principal causa de todas as guerras existentes no mundo. O poder impera no globo de forma desigual, quem tem dinheiro muitas vezes não tem o poder. O país que aliar o poder e o dinheiro é o que vai conseguir impor a geopolítica mundial. Nos meios sócio- econômicos e políticos, uns nasceram para impor e outros para cumprir...

    BIBLIOGRAFIA
    http://focosdetensoesinternacionais.blogspot.com
    http://bibocaambiental.blogspot.com
    http://www.mundoeducacao.com.br/geografi…
    WWW. Fazendomedia.com.br
    Jornal folha de S. Paulo- 2010
    Revista veja – Nov/dez/2010 jan/fev/mar/2011

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